Domingo, 25 de Março de 2007

Saudade

 

Toda a noite chorei por ti.

Não dormi.

Chorei toda a noite.

E as lágrimas saciaram meus lábios

Como se de beijos teus se tratasse.

Toda a noite não dormi ,amor,

Pensei toda a noite em ti.

Os pensamentos

Saciaram meu desejo

Como se teu corpo

A meu lado repousasse.

Por isso, não dormi toda a noite.

Voei,

Voei em sonhos sobre ti,

Suave como gaivota ao vento.

E no amanhecer,

O desespero,

A solidão,

O desalento...

Sem ti !

publicado por templum às 15:55
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6 comentários:
De Anónimo a 29 de Março de 2007 às 00:45
Lindo, lindo, lindo ......Deus iluminou-te para a poesia e pintura . Será que podes colocar junto a este poema aquele quadro.......( tu sabes qual é )
De templum a 29 de Março de 2007 às 19:03
O quadro esta aí num outro poema... ora vê bem. Beijos
De Anónimo a 30 de Março de 2007 às 19:32
Voa...Voa... amigo!
Sem solidão nem desespero...
Que um sonho lindo
Todos os dias aconteça.
Beijos
Manela
De Anónimo a 4 de Agosto de 2007 às 19:40
Ausência

Eu deixarei que morra
em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Sabes quem sou
Vinicius de Moraes


De Anónimo a 27 de Janeiro de 2009 às 15:49
Saudades ...............muitas !

Beijos
De Anónimo a 30 de Janeiro de 2009 às 23:11
O meu preferido .....!
Pena não continuares a escrever.

Beijos

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